diferenças entre mei e me

Como abrir uma microempresa: Passo a passo completo

Equipe TOTVS | NEGÓCIOS | 08 julho, 2021

Muito além de vontade e condição financeira, para entender como abrir uma microempresa, o empreendedor deve conhecer uma série de diretrizes e regularizações.

Não à toa, você já deve ter ouvido por aí que empreender no Brasil é algo que exige bastante coragem.

Por causa dos diversos desafios que as pessoas enfrentam, muitas desistem do seu sonho antes mesmo de iniciar um negócio.

Por isso, ao começar a pesquisar sobre como abrir uma microempresa, é fundamental observar que tudo deve estar em conformidade com a lei.

Isso envolve algumas etapas de regularizações e registros de acordo com as normas brasileiras.

Ou seja, você precisa ter mais do que apenas vontade e conhecimento dos negócios em alta — é preciso garantir que o seu negócio opere seguindo as exigências legais.

Além disso, é importante pesquisar e analisar exatamente qual é o tipo de empreendimento que você deseja e quais deles estão em evidência no mercado.

Assim, preparamos este guia para que o processo necessário para dar início ao seu negócio não seja um motivo para desistir.

Continue acompanhando e entenda como abrir uma microempresa!

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Como abrir uma micro empresa: Afinal, o que é uma microempresa (ME)?

Para entender como abrir uma microempresa, é preciso antes conhecer esse modelo de negócio e o que o caracteriza como tal. Você já sabe, nos mínimos detalhes, o que é uma microempresa?

Vamos lá:

Microempresa é uma sociedade empresária que conta com 5 características principais:

  • É composta por 1 ou mais sócios;
  • Pode escolher o seu regime tributário;
  • Pode escolher entre 4 categorias de natureza jurídica;
  • Dependendo da área de atuação, pode ter de 9 até 19 funcionários!
  • Possui um limite anual de faturamento, que não pode ultrapassar R$ 360 mil bruto.

Guarde essa informação e esse valor, pois ele é muito importante para compreender o que é uma microempresa e as diferenças dela para outros tipos de negócios.

A microempresa foi estabelecida pela Lei Complementar nº 123, conhecida como Lei do Simples Nacional ou Lei Geral das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.

A lei foi instituída ainda em 2006 e significou um grande avanço na regularização e formalização de profissionais e negócios por todo o Brasil.

Entre os principais marcos, podemos mencionar a instituição a categoria dos Microempreendedores Individuais, bem como a consolidação do regime tributário Simples Nacional.

Existe uma certa relação entre Microempresas, MEIs e Empresas de Pequeno Porte. 

Vale a pena falar sobre isso agora, vamos lá:

  • MEIs: categoria específica de empresa, que permite contratação de até 1 funcionário e com uma lista limitada de atividades permitidas. É mais flexível, interessante para profissionais autônomos e liberais. Faturamento anual máximo de R$ 81 mil.
  • Microempresas: já uma ME representa um passo a mais, especialmente porque seu limite de faturamento anual é de R$ 360 mil, como você já viu. Permite 9 funcionários (para MEs no segmento de Comércio e Serviços) ou até 19 funcionários (para MEs no segmento Indústria).
  • Empresas de Pequeno Porte: a EPP é uma empresa com maior faturamento bruto, que pode ser de R$ 4,8 milhões anuais. Também pode escolher entre 3 regimes tributários e o imposto é aplicado conforme o faturamento.

Basicamente, as diferenças entre os dois últimos podem ser definidas de acordo com o faturamento anual. Lembra que falamos que esse era um dado importante?

Dados sobre abertura de empresas no país

Com as altas taxas de desemprego, muitos brasileiros buscam o empreendedorismo como uma forma de contornar os desafios financeiros.

Em 2020, esta modalidade já correspondia a 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Por outro lado, no mesmo ano, 600 mil micro e pequenas empresas fecharam as portas por conta dos efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus.

Ainda que este número seja fruto de um cenário atípico e sem precedentes em nossa história recente, é preciso entender e pesquisar bastante antes de empreender.

Mas veja bem: os números podem ser animadores para quem busca entrar nesse mercado.

De acordo com dados do Governo, o Brasil ultrapassou 2020 com mais de 20 milhões de empresas em atividade. Ao todo, foram abertas mais de 3,3 milhões de negócios no ano passado, mesmo com a pandemia.

Por que falamos isso? Bom, porque mesmo com o cenário instável, isso significou um aumento de 6% em relação a 2019.

No mesmo levantamento do Governo do Brasil, diz-se ainda que esse é o país dos microempreendedores.

Para você ter noção: mais da metade das empresas atualmente abertas no Brasil são microempresas.

Mercado disputado, concorda? 

Quais são os impactos da abertura de microempresas na economia?  

Como falamos, as microempresas representam mais da metade dos negócios abertos no Brasil. Isso representa um enorme impacto na economia do país.

Sozinho, o empreendedorismo já é responsável por cerca de um terço do PIB.

Ainda de acordo com dados do Governo, as atividades econômicas que mais geraram novos negócios foram:

  1. Comércio varejista de artigos de vestuários e acessórios (200 mil empresas abertas em 2020);
  2. Promoção de vendas (149 mil abertas em 2020);
  3. Cabeleireiros, manicure e pedicure (134 mil abertas em 2020).

Agora, e no quesito produção?

Bom, de acordo com levantamento do Sebrae, em dez anos, os valores gerados pela produção de pequenos negócios saltaram de R$ 144 bilhões para R$ 599 bilhões — isso apenas na primeira década deste século.

Atualmente, as micro e pequenas empresas são responsáveis por mais da metade (55%) dos empregos gerados no Brasil.

Por que abrir uma microempresa no Brasil? 

Agora, por que você deveria abrir uma microempresa em vez de outro tipo de negócio? 

Como explicamos, há diferentes modelos de empresas que podem se encaixar em sua realidade.

A verdade é que, o principal diferencial entre uma ME e a EPP é o faturamento anual.

Se a sua expectativa de receita ainda é “modesta”, dentro do limite de R$ 360 mil anual, a microempresa é a escolha certa!

Porém, não é isso que vai guiar a sua escolha.

Afinal, falamos de um assunto importante que, no mínimo, vai guiar um ano-calendário inteiro da sua gestão tributária.

E então, antes de entender o passo a passo de como abrir uma microempresa, que tal conhecer alguns dos motivos pelos quais boa parte dos empresários escolheram essa modalidade? Veja só:

Recolhimento unificado

Um dos principais motivos para empreendedores buscarem formas de abrir uma microempresa e prosseguir nesse processo são os impostos.

Isso porque ao criar uma microempresa, você pode optar entre 3 regimes tributários:

  • Simples Nacional ou Super Simples;
  • Lucro Real;
  • Lucro Presumido.

Ao escolher o Simples Nacional, o empreendedor tem a vantagem de aproveitar o recolhimento unificado do imposto.

Isso porque existe o DAS, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional.

Esse é um dispositivo criado junto com esse regime tributário, justamente para simplificar e desburocratizar a atuação de certas empresas, como MEIs, MEs e EPPs.

Com o Simples Nacional, sua microempresa paga os tributos federais, estaduais e municipais (ou seja, IRPJ, IPI, CSLL, COFINS, PIS, INSS, ICMS e ISS) em uma única contribuição mensal.

Aqui, vale também ressaltar a diferença do imposto MEI para o imposto ME:

  • Para o MEI, o DAS é uma taxa fixa, com um valor bem acessível, que deve ser pago todo mês. A quantia varia poucos reais de acordo com o segmento do MEI. De maneira objetiva, esse regime fiscal é conhecido como SIMEI.
  • Para o ME, as alíquotas do DAS são variáveis, calculadas com base no faturamento mensal e no segmento da microempresa.

Burocracia simplificada

Você vai aprender que desde o processo de abertura, a ME é um modelo de negócio mais simplificado.

Não à toa, é o “próximo passo” de uma MEI, que é popularmente conhecido como o tipo de empresa com mais benefícios perante os órgãos públicos e obrigações acessórias.

Um dos exemplos disso é o próprio DAS, caso a empresa opte pelo Simples Nacional.

Assim, o pagamento dos impostos é feito através de uma única guia, sem necessidade de correr atrás das oito guias dos impostos (o que acarreta em cálculos específicos, mais estresse e potencialmente mais burocracia).

Redução de obrigações trabalhistas

Outro ponto de destaque, além do Simples Nacional, é que as microempresas aproveitam de uma menor carga burocrática em sua gestão tributária.

É que, para MEs, as obrigações previdenciárias e trabalhistas são mais simples.

Nesse cenários, há algumas vantagens que podemos elencar, como:

  • Não há necessidade de comunicação de férias coletivas ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
  • Não há necessidade de afixação de Quadro de Trabalho.

Trata-se de uma vantagem em questão de gestão de negócios, já que desobriga as MEs de passarem por todo processo de comunicação com os órgãos públicos.

Vantagens em processos licitatórios 

Sabia que as microempresas possuem vantagens em processos licitatórios?

Falamos sobre o assunto no post de Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, mas vamos relembrar para você:

De acordo com a legislação, em determinados processos licitatórios, os órgãos públicos devem dar preferência na contratação de microempresas em caso de empate das propostas.

E esse empate não quer dizer exatamente o mesmo valor.

Conforme a lei, o empate nesses cenários é considerado mesmo quando as micro e pequenas empresas oferecem propostas maiores que grandes organizações (de 5% a 10%, em proporção).

Como abrir uma microempresa: Passo a passo completo  

como abrir uma microempresaAntes de iniciar o passo a passo, é preciso que você entenda o que caracteriza uma microempresa.

Lembre-se: este formato é uma sociedade empresarial que tem um ou mais sócios.

A microempresa também deve apresentar um faturamento anual definido em lei que é igual ou inferior a R$ 360 mil bruto.

Se o seu negócio tiver um faturamento que ultrapasse esse valor, ele será considerado uma Empresa de Pequeno Porte (EPP), que tem regras de funcionamento diferentes da modalidade anterior.

Veja a seguir qual é o procedimento para abrir uma microempresa.

Contratar um contador

É fundamental que você conte com um contador na hora de abrir a sua ME. Ele será o seu maior aliado para organizar os negócios e deixar tudo de acordo com a lei. 

Além disso, o contador o orientará a compreender mais sobre gestão e controle das finanças. Por isso, é muito importante ter a ajuda desse profissional.

Isso serve tanto para empresários novatos, como para os veteranos.

Contratar um contador para auxiliar na abertura da microempresa evita imprevistos e esquecimentos, tornando o processo o mais correto possível.

Fazer um contrato social

A criação de um contrato social determinará a sua participação de capital e de seus sócios, se houver, como também definirá quais serão as atividades desenvolvidas pela ME e o seu funcionamento.

Após essa fase inicial, é preciso pesquisar se o nome e o objeto social do empreendimento estão disponíveis para que o documento seja criado.

Estando tudo em dia, você deve proceder com o reconhecimento em cartório e assinar o documento por meio de um advogado.

É interessante avaliar nessa ocasião se a sua microempresa se enquadra perfeitamente no Simples Nacional.

Como falamos, esse regime tributário é uma excelente maneira de diminuir tributos e alíquotas, além de simplificar o modo como será realizado o pagamento perante os órgãos do Fisco.

Nesse caso, o processo de documentação é mais simples.

O contador pode guiá-lo pela jornada de enquadramento, mas ele é basicamente feito online e por meio de uma única ação no novo Portal do Empreendedor.

Agora, se você optar por outro regime tributário, o que vai depender especialmente da sua atividade, pode ser que você precise passar por outros processos.

É o caso de solicitações de inscrição estadual, alvará de funcionamento dos bombeiros, vigilância sanitária, etc.

Registrar na junta comercial

Após criar o contrato social, você deve realizar o registro na Junta Comercial ou no Cartório de Pessoas Jurídicas de seu estado.

Você e seus sócios devem apresentar seus documentos como RG, CPF, Ficha de Cadastro Nacional (FCN), o contrato social, bem como realizar o pagamento das taxas da Junta.

É a partir dessa ação que a sua ME existirá oficialmente.

O registro precisa ser feito antes de obter o CNPJ e, mesmo que ele não disponibilize autorização para que o seu negócio inicie os trabalhos, é uma exigência fundamental para o prosseguimento do processo de legalização.

Ressalta-se que será preciso fazer uma consulta prévia do nome empresarial escolhido, a fim de verificar se não há outro negócio com o mesmo nome.

Alvará de localização e funcionamento

O documento mais importante obtido do município é o alvará de funcionamento

Ele é o responsável em conceder a autorização para o funcionamento da microempresa. 

Para adquiri-lo, é preciso comprovar na prefeitura que o seu negócio apresenta todas as condições exigidas por lei.

Essas circunstâncias podem variar conforme cada cidade, estado e área de atuação.

Inscrição estadual

Grande parte dos estados têm um convênio firmado com a Receita Federal que permite obter a inscrição estadual pela internet junto ao seu CNPJ, realizando apenas um cadastro único.

Dependendo do caso, a inscrição estadual deve ser adquirida antes do alvará de funcionamento.

Por isso, confirme com seu contador, que irá saber a legislação específica do seu estado.

Você sabe para que serve a inscrição estadual? Vamos lá:

Esse documento é obrigatório para empresas que realizam atividades voltadas para comunicação e energia, além dos negócios das áreas de comércio, indústria e serviços de transporte intermunicipal e interestadual.

Licenças em órgãos específicos

Autorizações de determinados órgãos são fundamentais para conseguir o seu alvará de funcionamento.

Mas isso leva em conta cada segmento, ponto de instalação e até o tamanho do empreendimento.

Algumas áreas empresariais necessitam até mesmo de autorização das Forças Armadas. Algumas delas são:

  • Licença ambiental: colhida em órgãos Municipais e Estaduais de meio ambiente e no IBAMA. Sua exigência se dá em negócios que atuam no ramo industrial, mecânico, têxtil, de calçados, metalúrgico, químico e agropecuário;
  • Licença sanitária: obtida em órgãos Municipais, Estaduais e Federais de vigilância sanitária. É solicitada de segmentos da área de alimentação, cosméticos e medicamentos;
  • Vistoria de cumprimento das leis de segurança: é feita pelo Corpo de Bombeiros e quase todo empreendimento é obrigado a se submeter.

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Quais são os tipos de sociedades em uma microempresa?

Agora que você sabe como abrir uma microempresa, ainda restam algumas dúvidas sobre o tema. Em especial, sobre o que de fato consiste em uma ME.

Já falamos sobre suas características gerais, mas se você lembrar, anteriormente nós citamos que uma microempresa pode ter sócios e pode também escolher uma categoria de natureza jurídica.

Ou seja, uma microempresa não é apenas um tipo de negócio. Na hora de abrir sua ME, você pode decidir entre diferentes tipos de sociedades empresárias.

E falamos sobre “decidir”, pois vai depender também do capital do administrador e do número de sócios.

E acredite: esse é um tópico de extrema importância para sua empresa, já que vai ditar especialmente sua gestão tributária.

Mas quais são os tipos de sociedades em uma microempresa? Bom, explicaremos a seguir, confira:

EIRELI

EIRELI ou Empresa Individual de Responsabilidade Limitada é fácil de entender, já que o nome diz tudo. É uma empresa formada por uma única pessoa.

Uma das principais características, porém, para abrir uma EIRELI é que o administrador precisa investir capital social equivalente a, no mínimo, 100 salários mínimos vigentes.

Outro ponto é que, em uma EIRELI, o empresário não responde pessoalmente pelas dívidas geradas pela empresa — ou seja, seu patrimônio pessoal não será afetado.

Empresário Individual

Já o Empresário Individual é um tipo de negócio com natureza jurídica semelhante à EIRELI. Ou seja, não exige presença de sócios.

Aqui, vale ressaltar que o nome do negócio precisa ser o mesmo do seu dono — com exceção do nome fantasia, que é livre.

No entanto, uma das características desse modelo (e considerado por muitos como uma vantagem) é que não é necessário investir um capital social tão alto quanto na EIRELI.

Porém, ter uma Empresa Individual também significa que o patrimônio pessoal não se dissocia da organização.

Assim, no caso de dívidas empresariais, seus bens podem ser tomados para a quitação.

Sociedade Empresária Limitada

Um dos tipos de sociedade mais comuns entre os empresários, é composto de dois ou mais sócios e a responsabilidade é limitada ao capital social da empresa.

São as famosas “LTDAs.”

Ou seja, em caso de dívidas empresariais, os bens e patrimônio pessoal dos sócios são preservados.

Esse tipo de sociedade tem uma característica bem marcante que é o fato de poder incluir outros sócios através de um contrato social.

Esse mesmo instrumento define qual o poder de decisão dos sócios dentro da empresa, podendo limitar suas responsabilidades dentro da estrutura organizacional, as cotas pelas quais têm direito, entre outros pontos.

Sociedade Simples

Ao falar de Sociedade Simples, primeiro é preciso esclarecer que existem duas submodalidades: a Sociedade Simples Limitada e a Sociedade Simples Pura:

A Simples Limitada é um negócio composto por dois ou mais sócios, que visa prestar serviços intelectuais e de cooperativa.

Assim, não precisa ser registrado na Junta Comercial.

Outro ponto que vale mencionar é que na Sociedade Simples Limitada, bem como em uma LTDA, é o patrimônio da empresa que responde por dívidas, não o pessoal dos sócios.

Já a Sociedade Simples Pura é um tipo de empresa um tanto diferente: não é possível contratar funcionários.

Além disso, não há separação entre os bens pessoais e da empresa, podendo ser utilizados para abatimento de dívidas.

Esse tipo de sociedade é bastante adotado por alguns empresários de nichos específicos, como dentistas, advogados e médicos.

Valores para abrir uma microempresa e o tempo necessário

como abrir uma microempresaO custo médio para abrir uma empresa varia de estado para estado. Os valores são referentes, principalmente, às taxas da Junta Comercial e da Prefeitura.

Nas Juntas, essas taxas podem ser entre R$ 70 e R$ 350, mas varia bastante — e sempre há atualizações nos valores.

E nas Prefeituras, as taxas costumam ser um pouquinho mais salgadas, especialmente em grandes capitais, que podem ter compromissos de até R$ 750.

Além disso, não se esqueça do valor do contador, que irá lhe auxiliar profissionalmente durante todo processo de abertura da microempresa.

Nesse ponto, não há como apontar uma faixa de valores, já que depende muito da cidade e também do escritório de contabilidade ou do contador escolhido.

Vai depender do seu orçamento!

Após a abertura do negócio, começam também os gastos iniciais, com aluguel, água, energia, internet, telefone, impostos, honorários do contador e pagamento de funcionários, se houver contratações imediatas.

Em relação ao tempo para abrir uma empresa, a espera dura em torno de dois meses.

Entretanto, quando você insere a regularização total do imóvel nessa equação, o tempo pode ser bem maior, podendo alcançar até nove meses.

Quais são os principais desafios de abrir uma microempresa no Brasil? 

Uma boa notícia para quem quer entender como abrir uma microempresa, é que os desafios desse processo inicial são, de fato, os menores que você terá.

Esse guia serviu para conduzir seus passos. Porém, se você ainda está com dúvidas, contar com o auxílio de um contador é essencial.

Assim, todo processo de abertura se torna muito mais simples e dinâmico. Talvez o maior desafio seja, justamente, a espera pela regularização completa do negócio.

Porém, falando em desafios, os verdadeiros obstáculos costumam vir depois da microempresa se estabelecer. Mas quais seriam? Basicamente, a gestão do negócio!

Uma coisa é abrir uma microempresa para focar na entrega de valor para seus clientes — outra é conciliar sua atuação e a de seus funcionários com a gestão da empresa.

Falamos de tudo:

São elementos que devem ser executados com perfeição para que sua empresa cresça logo nos primeiros meses de atividade, bem como apresente bons resultados.

Outro ponto importante é a dificuldade que algumas microempresas têm em crescer.

Como o mercado atual está fervendo de novas ideias, produtos e serviços, é preciso realmente de inovação para que uma empresa se destaque.

Por isso, não apenas sua entrega/processo produtivo deve ser da mais alta qualidade, mas seus esforços de marketing!

Nesse quesito, considerar o ambiente digital é essencial para compor uma estratégia de comunicação ampla, eficaz e escalável.

Para tudo isso, no entanto, a capacitação é uma necessidade.

Muitos empresários abrem suas microempresas apenas com sua expertise em mente — mas o trabalho do gestor vai além da simples execução da atividade-fim.

Para ampliar os conhecimentos, é ideal que os empreendedores busquem qualificação.

Conferir conteúdos de fontes especializadas, como os que nós aqui da Eleve criamos, é uma opção bem interessante!

E uma alternativa para quem é de São Paulo é o Empreenda Rápido, programa do Sebrae-SP e  do Governo do Estado que oferece vários cursos de capacitação para micro e pequenos empresários!

Como abrir uma microempresa: Dúvidas frequentes

Ao buscar entender como abrir uma microempresa, não é raro ver algumas dúvidas em comum entre os empreendedores. Muitas delas chegam até nós por leitores e clientes da Eleve.

Por isso, reunimos uma pequena lista delas abaixo.

Assim, se você precisar de algum esclarecimento sobre esses tópicos, já sabe que pode encontrar as respostas aqui. Vamos lá?

Quem pode abrir uma ME?

Antes de saber como abrir uma microempresa, é preciso entender quem pode abrir uma ME, correto? Bom, a boa notícia é que qualquer pessoa pode abrir sua microempresa, mesmo se já for sócio de outro negócio.

As únicas coisas que você deve se atentar são:

  • As MEs possuem faturamento anual máximo de R$ 360 mil;
  • Você pode escolher entre 4 naturezas jurídicas;
  • Você pode optar entre 3 regimes de tributação.

Qual a diferença entre MEI E ME?

Já explicamos mais profundamente acima, mas a diferença é que o MEI é uma categoria mais flexível de empresa, enquanto a ME é mais estruturada.

O MEI só pode ter faturamento anual de R$ 81 mil, apenas 1 funcionário, bem como obrigatoriamente faz parte do Simples Nacional (o que é uma coisa boa).

Já a ME pode faturar até R$ 360 mil ao ano, bem como ter de 9 a 19 funcionários, dependendo do segmento.

Quais são os direitos e deveres de uma ME?

De acordo com a Lei Complementar 123, os direitos e deveres de uma microempresa são:

  • Recolhimento unificado dos impostos;
  • Tributação pelo regime de caixa;
  • Fiscalização orientadora;
  • Preferência em licitações;
  • Facilidade em relação à algumas obrigações trabalhistas;
  • Administrador é quem representa a empresa na justiça do trabalho;
  • Desobrigação de realização de reuniões e assembleias;
  • Possuem acesso à Juizados Especiais;

Quantos funcionários uma ME pode ter? 

Uma microempresa que atue no segmento de Comércio e Serviços pode ter até 9 funcionários. Já uma ME do segmento de Indústria pode contar com até 19 funcionários.

O uso da tecnologia para a gestão de microempresas

Ficou evidente que é essencial não apenas entender como abrir uma microempresa, mas também saber como gerenciá-la, certo?

Afinal, o sucesso da organização depende disso.

Lembre-se que o processo de abertura da microempresa, obtenção do CNPJ e da regularização da situação da Pessoa Jurídica são apenas o começo da jornada.

Por isso, é ideal que você já utilize a tecnologia logo nos primeiros dias de operação. 

Assim, você garante que todas as informações serão centralizadas em um único banco de dados, não se perde na gestão financeira, tributária e fiscal, e pode focar em entregar melhores produtos ou serviços para os clientes!

Ou seja, com uso da tecnologia, sua microempresa ganha mais tração no mercado, pois você otimiza todo o backoffice.

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Eleve Gestão 

E já que falamos da relação da tecnologia, com o sucesso de uma microempresa, não poderíamos deixar de mencionar o Eleve Gestão.

Se você busca um braço direito para cuidar da gestão do seu negócio, seja uma micro ou pequena empresa, saiba que encontrou!

O Eleve Gestão é o melhor sistema de controle financeiro para pequenos negócios.

Com ele, você controla tudo: entradas, saídas, margens de lucro, estoque, ordens de compra e de serviço, bem como automatiza toda comunicação com o contador.

Ou seja: além de possibilitar a emissão de cupons e notas fiscais, o Eleve Gestão também automatiza o envio desses documentos para o seu contador.

Essa é só uma das muitas funcionalidades do Eleve Gestão.

Que tal começar a jornada da sua microempresa com um grande diferencial? Então conheça mais sobre o Eleve Gestão!

Conclusão 

Enfim, ao pesquisar sobre como abrir uma microempresa, você certamente compreendeu que esta tarefa ainda exige processos burocráticos, com peculiaridades de acordo com cada estado e município.

Mas, empreender é um objetivo de muitos brasileiros e contar com recursos essenciais nesse momento é fundamental.

Um sistema de gestão, por exemplo, é capaz de simplificar as ações do negócio e a ajuda de um profissional qualificado é um grande passo para se destacar no mercado.

E aí, o que achou deste post? Quer ter acesso a mais conteúdos relevantes como este? Continue acompanhando o nosso blog!

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