Análise SWOT também pode ajudar as pequenas empresas

Equipe TOTVS | NEGÓCIOS | 20 julho, 2020

Empresas que pretendem ir longe precisam saber os caminhos que ela escolherá para chegar lá. Portanto, o planejamento estratégico deve ser um processo-chave em qualquer organização, e é aí que entra a análise SWOT.

O maior problema do planejamento, é que se trata de uma tarefa complexa e que precisa ser feita com apoio de ferramentas adequadas. Neste artigo, vamos falar de um aliado poderoso, mas de simples entendimento e execução: a análise SWOT.

Quer saber como ela funciona? O por que usá-la em uma pequenas empresas? Então, convido a sua leitura!

O que é a análise SWOT?

A metodologia SWOT não é exatamente uma novidade, já são mais de 50 anos de uso no mercado. Nos anos 1960, a empresa Dupont começou a utilizar este planejamento estratégico em suas operações.

Logo o exemplo foi copiado, mas as empresas ainda tinham dificuldade de colocar em prática o que estava no papel. Para ajudar a solucionar o problema, o pesquisador Albert Humphrey e a sua equipe de Stanford (EUA) estudou os dados das 500 maiores corporações listadas pela revista Fortune.

O resultado da pesquisa é justamente a matriz SWOT, uma ferramenta descomplicada e sempre considerada para a estruturação de um bom planejamento estratégico.

Com a análise SWOT, a empresa consegue avaliar o ambiente interno e externo antes de traçar um plano de ação. Pode ser utilizada tanto no início de uma companhia, em momentos de pivotagem, ou mesmo para projetos internos específicos.

Quais são os principais fatores da análise SWOT?

A matriz SWOT é baseada em quatro quadrantes. Cada quadrante referente a uma letra de sua sigla.

  • S = Strengths
  • W = weaknesses  
  • O = Opportunities
  • T = Threats

Sendo assim, os dois primeiros: Forças e Fraquezas, referentes ao ambiente interno da empresa e os dois últimos: Oportunidades e Ameaças, sobre ambiente externo.

Conhecido no mercado também pela sua tradução de matriz FOFA ou análise FOFA.

Ambiente Interno

O foco aqui, é tudo que está sob o controle direto da empresa, ou seja, processos, infraestrutura, pessoal, ativos etc. Os pontos analisados precisam ser importantes para o negócio.

No caso de hotéis, por exemplo, a localização do imóvel é um fator determinante. Para indústrias, o acesso à matéria-prima é um ponto-chave do negócio.

Strengths (Forças)

As forças são as características internas que dão vantagem competitiva à empresa, ou seja, aquilo que a sua companhia faz melhor, mais rápido ou com menos custos do que os seus competidores diretos.

Alguns exemplos de força são a boa reputação da marca, uma boa carteira de clientes ou o uso de tecnologias inovadoras nos processos internos.

Weaknesses (Fraquezas)

Aqui, temos um estudo oposto do exemplo anterior.

São consideradas fraquezas todas as características que prejudicam a competitividade da organização, como equipes com capacitação deficiente, equipamentos ultrapassados ou dificuldades para projetar a imagem da marca.

Ambiente externo

Os fatores externos são aqueles que não estão sob o controle direto da empresa, ou seja, que estão ligados ao contexto de mercado, à força da concorrência, às políticas econômicas, aos aspectos culturais e demográficos e até aos fatores ambientais.

Opportunities (Oportunidades)

São os fatores externos que podem alavancar os negócios da sua empresa.

A saída de um concorrente do mercado, a abertura de linhas de crédito mais acessíveis para o seu tipo de empresa ou datas comemorativas/especiais, como Dia das Mães ou Black Friday, são alguns exemplos de oportunidades.

Threats (Ameaças)

Ameaças são qualquer situação que possa impactar negativamente o negócio.

É o caso da elevação de impostos de uma crise econômica, ou quem sabe de problemas naturais que podem prejudicar a estrutura da empresa ou o seu acesso a insumos, ou até mesmo afetar diretamente a sua matérias-primas. Além, é claro, do crescimento da concorrência.

Como utilizar a análise SWOT?

A composição da matriz SWOT é bastante simples e o objetivo também: diminuir fraquezas, aumentar as forças, encontrar maneiras de aproveitar as oportunidades e meios para afastar as ameaças.

Para que tudo isso funcione como um relógio suíço, no entanto, é preciso utilizar dados confiáveis que possam embasar linhas de ação realmente efetivas. Por tanto, siga os seguintes passos:

Faça um diagnóstico do ambiente interno

O primeiro passo da análise de SWOT é entender quais são as principais forças e fraquezas da empresa. Para que o processo seja mais simples, foque em um momento específico ou em um fator-chave.

Caso a organização pretenda aumentar o número de vendas, ela pode identificar que a infraestrutura tecnológica já estabelecida é uma vantagem para conseguir atingir essa meta, enquanto a dificuldade para treinar funcionários no uso dessas tecnologias vem a ser uma fraqueza.

Acerte na análise do ambiente externo

A análise do ambiente externo pode ser bem ampla. Por isso, é importante definir o que realmente importa para a sua empresa. Caso ela dependa de fornecedores de outros países, por exemplo, pesquisar sobre as tendências de variação do dólar se torna uma necessidade.

O estudo da concorrência também faz toda a diferença nesse momento. Nossa dica é aplicar a matriz SWOT nas empresas que dividem mercado com o seu negócio. Assim, é possível identificar forças e fraquezas de competidores ao mesmo tempo em que se pode encontrar insights importantes observando as estratégias da concorrência.

Trace as linhas de ação

Com os diagnósticos internos e externos feitos, é hora de montar um programa de ação. Para não se perder nesse momento, comece analisando os fatores de par em par, da seguinte forma:

  • Quais forças afastam ameaças?
  • E quais forças atraem oportunidades?
  • Quais fraquezas potencializam ameaças?
  • E quais fraquezas diminuem as oportunidades?

Com essa análise cruzada, a empresa pode traçar planos efetivos para aumentar as suas forças e diminuir as fraquezas, levando em conta tanto o ambiente externo quanto o interno.

Monitore resultados

Lembre-se de que cada ação precisa ser descrita passo a passo, ter um calendário de etapas e ser monitorada por meio dos índices de performance relevantes para a atuação.

Com esses dados, a empresa consegue visualizar se realmente está fazendo avanços ou se é preciso ajustar a trajetória no meio do caminho.

Ao final do ciclo, faça uma análise global dos resultados e identifique o que deu certo, as suas causas e consequências.

Mais do que ajudar a avaliar o trabalho realizado até aqui, essa análise servirá de base para a montagem da próxima matriz SWOT e uma melhor definição de ações para aumentar forças, diminuir fraquezas, aproveitar oportunidades e afastar riscos.

A matriz SWOT pode ser uma aliada e tanto para o seu planejamento estratégico e tem como grande diferencial a sua simplicidade, podendo ser útil tanto para grandes corporações como também para pequenos negócios!

Eleve a sua empresa

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