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Medicina integrativa: Descubra sua importância e como aplicá-la

Equipe TOTVS | CONSULTÓRIO MÉDICO | 13 agosto, 2021

A medicina integrativa é um tipo de medicina alternativa, que leva em conta o estilo de vida de um paciente. É orientada para a cura, impactando no âmbito corporal, mental e emocional.

Trata-se de uma nova forma de enxergar a prestação do serviço de medicina, que vem atraindo pacientes e transformando clínicas, consultórios e hospitais por todo o mundo.

Inclusive, a medicina integrativa faz parte das práticas complementares do Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006, bem como é reconhecida como uma das abordagens da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Você já considerou oferecer esse tipo de atendimento em seu consultório ou clínica médica?

Falamos de uma possibilidade incrível de potencializar os resultados de tratamentos, bem como agregar valor à experiência do paciente.

Nesse conteúdo, vamos te explicar tudo sobre a medicina integrativa, sua importância, aplicação e exemplos. Continue a leitura!
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O que é medicina integrativa?

A medicina integrativa é uma disciplina médica que visa tratar não apenas a doença, mas a pessoa como um todo. É um método que leva em consideração os hábitos de vida do paciente.

Ou seja, com a medicina integrativa, busca-se não apenas curar uma doença, mas estimular o bem-estar do paciente — trabalhando a mente, o corpo e a alma.

Essa disciplina usa práticas de saúde inovadoras para diagnosticar um paciente, buscando conciliar especialidades para encontrar os melhores e mais personalizados tratamentos.

Vale ainda dizer que esses tratamentos nem sempre estão relacionados a procedimentos cirúrgicos ou farmacêuticos.

Na verdade, podem incluir modalidades diferentes, como ioga, massagem, acupuntura e outras terapias.

Qual é a importância da medicina integrativa?

A medicina integrativa tem grande importância na prática médica moderna, pois reúne abordagens tanto convencionais como complementares — baseadas em evidências.

Assim, estimula a realização de tratamentos mais abrangentes, coordenando práticas que visam melhorar tanto o corpo, como a parte mental, emocional, funcional, espiritual e mesmo social da pessoa.

É uma prática médica mais integradora, que abraça o paciente. Ou seja, ele não é sua doença ou condição, mas sim uma pessoa com diversos problemas — com possibilidade de diferentes tratamentos.

A medicina integrativa busca trabalhar não apenas em cima de medicamentos ou práticas específicas de cura.

Em vez disso, amplia sua visão, concentrando-se no estilo de vida da pessoa, melhorando, por exemplo, seus hábitos nutricionais e incentivando-a a fazer exercícios e a viver uma vida mais plena.

Quais os princípios da medicina integrativa?

A medicina integrativa promove um cuidado mais abrangente do paciente. Seus princípios são baseados na cooperação e na promoção do bem-estar.

O método difere-se um pouco da medicina convencional, que prioriza procedimentos mais comuns da alopatia (com o uso de remédios), cirurgia e processos corretivos.

Como a medicina convencional tenta ajudar as pessoas com doenças crônicas, muitas vezes chega ao seu limite se os medicamentos ou intervenções mais invasivas e caras não produzem os resultados desejados, ou se os pacientes não toleram os efeitos colaterais.

É aqui que a saúde integrativa pode levar a mais escolhas que podem não ter o mesmo nível de evidência científica, mas são úteis para trazer resultados saudáveis.

Geralmente, a medicina integrativa começa a ser aplicada com foco em autocuidados e na mudança de comportamento, passando para intervenções mais suaves e, por fim, para as mais invasivas como último recurso.

Já a medicina integrativa tem um caráter mais preventivo e colaborativo. Entre os princípios dessa abordagem, podemos citar:

  • O paciente e seus médicos são parceiros no processo de cura.
  • A saúde integrativa incentiva o uso de abordagens naturais e menos invasivas.
  • É possível otimizar o processo de cura combinando métodos convencionais e não convencionais.
  • Os praticantes da medicina integrativa também vivem de acordo com seus princípios e continuamente exploram e se desenvolvem.
  • Além de tratar seu desconforto ou doença, a equipe de saúde entende que promover a saúde e prevenir doenças são objetivos primordiais.
  • A equipe de atendimento leva em consideração todos os fatores que podem afetar a saúde e o bem-estar, incluindo sua mente, corpo, espírito e comunidade.
  • Os médicos de saúde integrativos não rejeitam a medicina convencional, nem aceitam terapias alternativas sem avaliar criticamente as evidências que apoiam seu uso.

A medicina integrativa e o relacionamento entre paciente e profissionais

medicina integrativa Você já percebeu que uma das principais características da medicina integrativa é a sua amplitude em relação aos métodos tradicionais para o processo de cura.

Nesse cenário, o relacionamento entre pacientes e profissionais de saúde cumpre um importante papel para o sucesso das estratégias, métodos e tratamentos adotados.

O primeiro ponto é que, na medicina integrativa, o paciente não é um coadjuvante do tratamento, mas o protagonista.

Assim, pode participar ativamente da sua cura por meio de treinamento físico, alimentação saudável e estratégias novas ou alternativas.

É aqui que aromaterapeutas, fitoterapeutas e especialistas em condicionamento físico são úteis.

Por meio da medicina integrativa, adicionam-se mais partes relevantes no processo de cura.

Todos conversam e, em conjunto com o paciente, escolhem a melhor filosofia e método a ser seguido.

Ou seja, na medicina integrativa, o relacionamento paciente-médico não se restringe ao cirurgião ou médico especialista e ao paciente.

O objetivo é estimular a colaboração entre profissionais que empregam abordagens que melhoram a saúde em várias frentes.

Várias especialidades alternativas podem fazer parte dessa jornada, como nutrição holística, suplementação direcionada, treinamento fitness integrativo, fitoterapias, aromaterapia, entre outros.

Quais os benefícios da medicina integrativa?

A medicina integrativa traz vários benefícios aos pacientes, especialmente àqueles com condições crônicas, como artrite, diabetes, depressão ou ansiedade.

Sua aplicação contínua, com caráter evolutivo e que possui a preocupação principal de melhorar o bem-estar do paciente pode tornar os tratamentos muito mais efetivos.

Entre outras vantagens dessa disciplina, podemos citar:

Melhorias físicas ao paciente

Nem sempre a resposta para a cura está no remédio ou na cirurgia imediata, visto que muitos problemas de saúde são consequências do estilo de vida das pessoas.

A medicina integrativa trabalha esse ponto, buscando ocasionar melhorias físicas na vida do paciente, de modo que seu corpo se adeque a novos e mais saudáveis hábitos.

Qualidade de vida

Um dos focos das práticas integrativas é justamente aprimorar a qualidade de vida dos pacientes.

Por isso, elas admitem uma conversa ampla entre diferentes especialidades, de forma que a união de conhecimentos tenha impacto não apenas no momento, mas na vida inteira do paciente.

Tratamentos mais eficazes

A saúde integrativa enfatiza a integração de terapias complementares e tratamentos convencionais.

Assim, combina o melhor dos dois mundos, com ênfase na segurança e na evidência.

Desse modo, é possível chegar a tratamentos mais eficazes, já que exploram outras possibilidades além da alopatia pura e simples.

Custos reduzidos com medicamentos

Como enfatizamos, a medicina integrativa busca evitar o excessivo foco em alopatia dos tratamentos convencionais. Ou seja, reduzir o uso de remédios para combater sintomas.

Na verdade, a abordagem integrativa promove uma visão diferente, focada em tratamentos alternativos.

Assim, é possível evitar o excesso de medicamentos e buscar opções menos invasivas ao organismo.

Como realizar um tratamento com base nos princípios da medicina integrativa?

A saúde integrativa reúne a prática colaborativa para o processo médico, trazendo novas ideias e soluções de um mundo de opções de cura.

Falamos de sistemas de cura diferenciados, como medicina naturopática, quiropraxia, Ayurveda e Medicina Tradicional Chinesa.

Em vez de simplesmente fazer um diagnóstico e então determinar quais remédios ou cirurgia irão tratar melhor a doença, os profissionais da medicina integrativa mergulham fundo na história e na bioquímica do paciente.

O objetivo é entender a doença: porque o paciente a contraiu ou desenvolveu?

A medicina integrativa é super personalizada e pode até mesmo incluir uma análise detalhada da composição genética da pessoa.

Exemplos de práticas da medicina integrativa

Quando falamos de medicina integrativa, há sempre algo além a se considerar. 

Tratamentos convencionais podem ser incrementados com diferentes abordagens, tornando os resultados mais eficazes, menos custosos e mais duradouros na rotina dos pacientes.

Entre essas abordagens, podemos citar como exemplos:

Homeopatia

A homeopatia é uma das práticas integrativas e complementares oferecidas pelo SUS.

O foco da homeopatia é trabalhar com foco no paciente e não na doença ou condição.

As medicações homeopáticas possuem características menos agressivas ao organismo que medicações alopáticas.

Seu maior princípio é “semelhante cura semelhante”, no qual são ministrados ao paciente doses mínimas do remédio homeopático.

Assim, é possível estimular a cura aos poucos, de modo que o corpo não seja intoxicado e que não haja reações orgânicas adversas.

Acupuntura

A acupuntura não é uma abordagem em si, mas uma terapia de origem chinesa e milenar. É bastante popular, até pela forma que se dá:

O profissional aplica agulhas finas em alguns pontos específicos do corpo do paciente.

Essa técnica baseia-se na teoria de que o corpo é composto de energia que acumula-se em seus meridianos.

A acupuntura visa equilibrar a energia dos meridianos, reduzindo assim sintomas diversos (dor, fraqueza, enjoos, dores de cabeça), bem como estimulando efeitos anti-inflamatórios e analgésicos.

Meditação

A meditação também é uma prática integrativa adotada pelo SUS, que pode estimular o relaxamento corporal.

O ato em si é simples: busca-se limpar a mente dos pensamentos, de modo a focar apenas em si, na sua respiração ou em algum outro estímulo mínimo.

É uma prática extremamente popular, com vários benefícios — especialmente no dia a dia das pessoas.

A meditação reduz os níveis de estresse, ansiedade e pode ajudar a combater a depressão, compulsões (como a compulsão alimentar) e ajuda a pessoa a atingir um estado de mindfulness.

Como aplicar a medicina integrativa em clínicas e consultórios?

Implementar a medicina integrativa na clínica ou consultório exige um esforço maior de gestão, já que diversas áreas médicas envolvem-se no tratamento dos pacientes.

O primeiro passo para fazer a saúde integrativa acontecer é compor um corpo clínico mais amplo em sua instituição.

Ou seja, ir além de médicos e enfermeiros, mas agregar nutricionistas, massagistas, especialistas em métodos alternativos, entre outros.

É uma forma de facilitar a experiência do paciente, centralizando todas as especialidades em um só lugar.

Mas claro, lembre-se, sua instituição não precisa simplesmente contratar todos esses profissionais.

Parcerias são saídas muito boas, expandindo suas vias complementares aos tratamentos integrativos oferecidos.

Por fim, lembre-se do papel da tecnologia na gestão dos pacientes e de seus tratamentos. Acompanhar de perto sua jornada é essencial para manter um alto nível de humanização no atendimento.

Um sistema de gestão pode ser uma excelente alternativa, permitindo acesso de qualquer dispositivo ao prontuário eletrônico dos pacientes.

Assim, os profissionais de saúde têm em mãos todo o histórico de saúde de quem está atendendo.

Outro ponto de destaque é o poder da telemedicina, que pode servir de maneira a flexibilizar o atendimento à distância.

Assim, sua instituição torna o acesso do paciente aos tratamentos da sua clínica mais fáceis e cômodos — feitos do seu próprio celular, notebook ou computador.

Um sistema que ofereça esse recurso pode ser muito útil para aprimorar a qualidade do atendimento e melhorar os resultados.

Medicina integrativa: Dúvida frequentes

Que tal complementar os conhecimentos adquiridos até aqui com algumas respostas rápidas sobre o assunto medicina integrativa? Confira antes de finalizar o guia:

A medicina integrativa é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM)?

Sobre a medicina integrativa ser reconhecida pelo CFM, a resposta é negativa. A posição do órgão é de que essas abordagens são melhor aplicadas como especialidades médicas únicas.

A medicina integrativa pode ser aplicada em qualquer situação médica?

A medicina integrativa pode ser aplicada em diversas situações médicas. Como é uma abordagem colaborativa, a decisão sobre os melhores tratamentos vai depender do consenso dos profissionais envolvidos, bem como das condições do paciente.

Eleve Saúde

O Eleve Saúde é o sistema médico ideal para a gestão de uma clínica que adota a medicina integrativa.

Isso porque, nele, você pode atender a mais de 50 especialidades, com prontuários eletrônicos para cada uma delas, em modelos adaptados.

O Eleve Saúde possui recursos avançados para gestão de consultório ou clínica, como chat para comunicação interna e recurso para geração de atestados, receitas e laudos.

Outra funcionalidade é o receituário digital, que baseia-se em um banco de dados com mais de 60 mil medicamentos registrados.

Ou seja, um inventário completo, mesmo para clínicas de medicina integrativa, que buscam soluções à alopatia convencional.

Dê o próximo passo para a modernização da sua instituição de saúde, utilize o Eleve Saúde!
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Conclusão 

E então, gostou de aprender mais sobre a medicina integrativa, como funciona, sua importância e como implementá-la em sua instituição?

Estimular uma relação mais próxima, honesta e humana entre o paciente e seu corpo médico é essencial para melhorar os resultados de seus tratamentos.

Com a medicina integrativa, você agrega esse aspecto à pluralidade medicinal, trazendo outros pontos de vista para melhorar a qualidade do atendimento.

E agora, que tal seguir lendo o nosso blog para aprender mais sobre gestão de consultórios?

Até a próxima!

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